quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Exposição na Biblioteca Municipal de Beja. 2012

Alguns marcadores da coleção estiveram expostos na Biblioteca de Beja, a convite da Direção.
Foi das bibliotecas mais bonitas em que estive.











Marcadores de livro repetidos.

E o que fazer quando já não se sabe o que fazer a tantas Marcadores de livros repetidos?
Eu encontrei esta solução para alguns. E gostei do resultado.
Criei quadros de parede, para a biblioteca!






terça-feira, 17 de outubro de 2017

Marcadores de livro artesanais

Nesta temática incluo todos os marcadores de diversas formas e de diversos materiais, que me vão oferecendo ou que eu vou comprando, como é o caso destes que aqui reproduzo.

Chita (Alcobaça)

arte aplicada (Algarve)

Ponto base dos tapetes de Arraiolos


Ponto cruz. Réplica dos lenços dos namorados (Viana do Castelo)

Bordado de Viana do Castelo

Bordado de Nisa 

Arte aplicada. Tecido no papel 

Ponto cruz 
bordado de Castelo Branco

missanga
renda de bilros


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Este é um marcador especial. Foi criado e oferecido pela Inês Oliveira, uma colega e amiga do Museu do Teatro. Na altura, estávamos em 2011 e eu tinha acabado de "pôr os papeis" para a reforma.
A "Casa do Oeste" estava prestes a ser concluída e já se adivinhava a minha saída progressiva de Lisboa para o campo...
Então, e sabendo ela da minha paixão pela Elis Regina, resolveu pegar na letra da canção "Casa de campo", juntá-la à imagem da janela da casa, fazer a montagem gráfica disto tudo et...voilá!
Recebi-o das suas mãos e veio direto ao meu coração onde o guardo até hoje.
A partir dele, muitos mais têm sido reproduzidos.
Na altura da inauguração da casa fiz uma festa para os amigos mais chegados e foi este o marcador de livro que ofereci a cada um...



"Casa no campo",

Eu quero uma casa no campo
onde eu possa compor muitos rocks rurais
e tenha a certeza
dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
onde eu possa ficar do tamanho da paz
e tenha somente a certeza
dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras
pastando solenes no meu jardim
eu quero o silêncio das línguas cansadas
eu quero a esperança de óculos
e meu filho de cuca legal
eu quero plantar e colher com a mão
a pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
onde eu possa plantar meus amigos
meus discos, meus livros e nada mais.


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Marcadores de livros/ Revista Clube do Colecionador CTT


Marcadores de livros
Texto: Vera Valadas Ferreira; Fotos: Nuno Delícias
in: Revista Clube do Colecionador CTT, Ano XXXII, Nº 2; julho- dezembro 2017; pags 2, 3 e 4

"Coleção rima com coração". Até uma criança o sabe. 
E há achados que mudam uma vida. E paixões que surgem do acaso. Que o diga Guida Bruno, em cujas mãos, na qualidade de documentalista do Museu Nacional do Teatro foi parar à coleção particular do casal Amélia Rey Colaço/Robles Monteiro, em doação, no ano de 1991.
Dentro daqueles valiosos títulos, que catalogou um a um, um outro tesouro se encontrava: marcadores de livro antigos. "Eram 440, nunca mais me esqueço, o que para mim era um número elevadíssimo. Agora, quando penso que tenho 55 mil..." 
Sim, mais de um quarto de século volvido, ela própria tem a sua biblioteca pessoal onde guarda em pastas de arquivo e caixinhas várias (isto depois de uma fase inicial em micas) marcadores das mais diferentes formas, materiais, épocas e proveniências.
O mais antigo remonta a 1890 e fazia parte do dito espólio dos vultos do teatro. Assim como um, muito delicado, feito em tecido e cordão pela própria atriz, que tinha o hábito de forrar os livros com tecidos dos seus vestidos de cena.
Depois, Guida reencontrou duas relíquias da sua infância, os marcadores mais antigos do seu percurso pessoal: um da Majora, datado de 1951, e um outro, de 1968, com a imagem de Nossa Senhora de Fátima, padroeira do Colégio interno onde estudara em Leiria.
No final da década de 1990, um novo encontro com o destino. Ou melhor, com uma investigadora teatral belga que achando "graça" ao que Guida ainda não chamava de coleção, tomou a liberdade de publicar um texto sobre a portuguesa nascida no Bombarral, num caderno de colecionadores. Nele constava a morada de Guida Bruno, que, de imediato, começou a receber pelo correio marcadores de todo o planeta. Na volta do correio enviava postais da fadista Amália.
Esse foi, aliás, o primeiro critério de arrumação da coleção: nacionais vs. estrangeiros. 
Ao crescer em número, o espólio ganhou subcategorias, dos infantis aos religiosos, dos ligados às artes aos de propaganda médica ou subordinados à gastronomia. 
Há marcadores que são, tão claramente um reflexo do contexto sociocultural da sua época. "A beleza de um marcador é mais enquanto objeto que traz história e informação". Como aquele que acautela os leitores contra as doenças infeciosas como a tuberculose, ou um outro sobre os perigos do feminismo.
O período melhor representado nestes 55 mil itens é a década de 1950, precisamente quando se deu o boom da arte publicitária, com referências a produtos e artigos dos tempos dos nossos pais e avós.
Em papel, cartão, tecido, crochet, madeira, metal, plástico, conchas, peluche ou cabedal. No tradicional formato retangular ou com recortes originais e únicos. 
Oriundos da China, Uruguai, da Indonésia, do Reino Unido, e até da Síria, uma das ultimas aquisições. Com poemas e dedicatórias, ou meramente informativos. Outros servindo de recordação de viagens e/ou fruto de dádivas de amigos.
Neste arquivo há marcadores para todos os gostos e interesses. E até uns exemplares especiais que evocam o casamento de um dos filhos de Guida, cujos convites/decoração das mesa foram inspirados na paixão da mãe.
Paralelamente, Guida frequentou muitas feiras, livrarias e encontros de trocas. Isto já muito depois de ter exposto no Casino Estoril, ainda nos anos 90, os 830 exemplares entretanto acumulados. Então, fugiu à verdade e disse que eram mais de mil. E de lá veio com esse numero, efetivamente.
"Eu não fazia ideia, mas o colecionismo é um Mundo. Há pessoas que colecionam as coisas mais incríveis. Sou muito arrumadinha, gosto muito de subdivisões. Essa parte talvez seja muito importante para isto do colecionismo. Como era a única colecionadora de marcadores, comecei a guardar isqueiro e pacotes de açúcar para ter sempre qualquer coisa para trocar", frisa.
E assim foi crescendo a coleção que já esteve em digressão na Rede de Bibliotecas Nacional e cujo valor é, a vários níveis, incalculável. "Uma pessoa que gosta do livro protegido e preservado tem cuidado nas marcações. E por isso o marcador é bem vindo", frisa a nossa interlocutora explicando que, antigamente, havia o hábito de marcar as páginas com selos, bilhetes de transporte, flores/folhas e até ganchos de cabelo.
Os primeiros marcadores da história que são aqueles relacionados com as Bíblias, eram em tiras de seda. O seu uso está documentado até há 400 anos atrás. 
No séc. XIX surgiram os primeiros exemplares em cartão ou papel rígido e, até,as primeiras tentativas de individualização.
Com a ajuda de uma turma de alunos da escola de Museologia da Batalha, Guida Bruno conseguiu datar alguns exemplares históricos da sua coleção.
Um outro leitor enviou-lhe uma brochura inglesa sobre o tema, raro no Mundo, onde (imagine-se!), constatou que possui alguns exemplares dos modelos preciosos ali retratados. 
Porém, o potencial valor monetário deste espólio não é o que a motiva. "Pensei nisso uma vez. A Buchholz contactou-me porque eu tinha todos os seus marcadores, inclusive o primeiro, que eles não tinham. Nessa altura fizeram-me uma proposta incrível para eu vender o marcador. Respondi que não tinha preço, dado o valor sentimental, tão grande. Sempre disse que me dedicaria a isto quando me reformasse", explica. E assim acontece. 
Com três filhos e sete netos que gostam e apoiam este seu mais que hobby, Guida gostaria, porém, que a coleção voltasse um dia "ao seu sítio original". "Trabalhei no Museu do Teatro durante 26 anos. Os Museus são casas de memória. A minha família é capaz de achar graça, mas uma coleção parada é como os livros que não são lidos, são um cemitério".




E pronto!..
Finalmente chegou às bancas, (e à minha mão), a revista Clube do Colecionador CTT, com a notícia sobre esta coleção de Marcadores de livros logo na primeira página!
Fiquei muito feliz com este facto e também muito agradecida à jornalista Vera Valadas Ferreira pelo excelente artigo e sobretudo, pela forma brilhante como registou e resumiu toda a conversa que tivemos, bem como ao fotógrafo Nuno Delícias pela magnífica produção fotográfica.




terça-feira, 4 de julho de 2017

Revista do Colecionador CTT

Há uns dias fui contatada pela Chefe de redação dos CTT dizendo que gostavam de dar uma noticia sobre a coleção dos Marcadores de Livro, na revista de colecionismo que editam.
É claro que aceitei sem a minima hesitação. Fiquei super feliz pois confesso que tenho tido muito pouco tempo disponível para me dedicar à coleção e à sua já habitual itinerância.
Vi neste convite uma nova "lufada de ar" para a voltar a mostrar ao público e aos leitores. A data foi marcada para dia 4 de julho...Hoje!
Logo pela manhã, rumei até ao edifício CTT, no Parque das Nações, carregada de caixas com os marcadores já selecionados para serem fotografados.
E assim foi. Fui lindamente recebida, a jornalista que me entrevistou estabeleceu comigo um diálogo muito participado e interventivo e enquanto isso, o fotógrafo foi fotografando os marcadores que lhe pareceram melhores e mais adequados à notícia.
Saí de lá feliz.
 Fico a aguardar por setembro, que será a data em que sairá para distribuição.